Município de Faro

ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL DE FARO

Zona de identificação

Identificador

MFAR

Forma autorizada do nome

Município de Faro

Forma(s) paralela(s) de nome

Outra(s) forma(s) do nome

Tipo

  • Regional

Zona de contacto

 

Tiago Barão Contacto principal

Tipo

Endereço

Endereço

Largo da Sé

Localidade

Faro

Região

Algarve

Nome do país

Portugal

Código Postal

8004-001 Faro

Telefone

00351289870870

Fax

289 802 326

Nota

A documentação encontra-se depositada no Arquivo Distrital de Faro, mas é propriedade do Município de Faro.

área de descrição

história

Os primeiros marcos remontam ao século IV a.C, ao período da colonização fenícia do Mediterrâneo Ocidental. Seu nome de então era Ossonoba, sendo um dos mais importantes centros urbanos da região sul de Portugal e entreposto comercial baseado na troca de produtos agrícolas, peixe e minérios. Entre os séculos II a.C e VIII d.C, a cidade este sob domínio Romano e Visigodo, vindo a ser conquistada pelos Mouros em 713.
Durante a ocupação árabe o nome Ossonoba prevaleceu, desaparecendo apenas no séc. IX, dando lugar a Santa Maria do Ocidente. No séc. XI a cidade passa a designar-se Santa Maria Ibn Harun. Capital de um efémero principado independente no séc. IX, a cidade é fortificada com uma cintura de muralhas e o nome de Ossonoba começa a ser substituído pelo de Santa Maria, a que mais tarde se junta a designação de Harune, que deu origem a Faro.
Na sequência da independência de Portugal, em 1143, o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques e os seus sucessores iniciam a expansão do país para sul, reconquistando os territórios ocupados pelos Mouros. Depois da conquista por D. Afonso III, em 1249, os portugueses designaram a cidade por Santa Maria de Faaron ou Santa Maria de Faaram.
Nos séculos seguintes, Faro tornou-se uma cidade próspera devido à sua posição geográfica, ao seu porto seguro e à exploração e comércio de sal e de produtos agrícolas do interior algarvio, trocas comerciais que foram incrementadas com os Descobrimentos Portugueses.
No séc. XIV a comunidade Judaica começa a ganhar importância na cidade. Uma das suas figuras mais relevantes foi o tipógrafo Samuel Gacon, responsável pela impressão do Pentateuco em Hebraico, sendo o primeiro livro impresso em Portugal no ano de 1487. A comunidade de Faro foi sempre uma das mais distintas da região algarvia e das mais notáveis do País, contando com muitos artesãos e muita gente empreendedora.

A manifesta prosperidade dos judeus farenses no séc. XV é interrompida pelo Édito emitido por D. Manuel I, em Dezembro de 1496, no qual os expulsa de Portugal, caso não se convertessem ao catolicismo.
Assim, oficialmente, e só neste sentido, deixaram de existir judeus em Portugal, o que, como é óbvio, também aconteceu em Faro. No local onde estava implantada a judiaria, na Vila Adentro, foi erigido o Convento de Nossa Senhora da Assunção com o patrocínio da Rainha D. Leonor, esposa de D. Manuel I.
Este Monarca promoveu, em 1499, uma profunda alteração urbanística com a criação de novos equipamentos na cidade - um Hospital, a Igreja do Espírito Santo (Igreja da Misericórdia), a Alfândega e um Açougue - fora das alcaçarias e junto ao litoral.
Em 1540, D. João III eleva Faro a cidade e, em 1577, a sede do bispado do Algarve é transferida de Silves. Em 1596 o saque e o incêndio provocados pelas tropas inglesas lideradas pelo Conde de Essex, danificaram muralhas e igrejas, provocando elevados danos patrimoniais e materiais na cidade.
Os séculos XVII e XVIII são um período de expansão para Faro, cercada por uma nova cintura de muralhas, durante o período da Guerra da Restauração (1640/1668), que abrangia a área edificada e terrenos de cultura, num vasto semicírculo frente à Ria Formosa.
Em 1 de novembro de 1755, a cidade de Lisboa é arruinada por um Grande Terramoto que devido à sua intensidade provocou, igualmente, estragos em outras cidades do país, sobretudo no Algarve.

A cidade de Faro sofreu danos generalizados no património eclesiástico, desde igrejas, conventos até o próprio Paço Episcopal. As muralhas, o castelo com as suas torres e baluartes, os quartéis, o corpo da guarda, armazéns, o edifício da alfândega, a cadeia, os conventos de S. Francisco e o de Santa Clara, foram destruídos e arruinados.

Até finais do séc. XIX, a cidade manteve-se dentro dos limites da Cerca Seiscentista. O seu crescimento gradual sofre um maior ímpeto nas últimas décadas.

contexto cultural e geográfico

A cultura está presente em todos os cantos do concelho de Faro. Na praia e na ilha da Culatra com a apanha tradicional do marisco e do pescado, na confeção de pratos com ingredientes locais ou ainda nas festas religiosas que todos os anos juntam centenas de pessoas a seguir devotamente a Senhora dos Navegantes. Na cidade com a música, o teatro ou as artes numa programação que acontece em edifícios históricos ou em espaços de traça moderna. Nas aldeias da Conceição, de Estoi, Santa Bárbara ou Bordeira com a vida do campo que ainda se conserva, com o som do acordeão ou os ofícios tradicionais. Tudo acontece com naturalidade e genuinidade. Tudo tem a sua explicação e as suas origens. Este é o código genético de uma população e de um território que respeita a sua memória, mas que se reinventa, que não fica cativa a um sentimento saudosista do passado, mas que arrisca na juventude das suas ideias e iniciativas, que tem um património histórico de civilizações antigas, mas que o reabilita e inova no seu uso.
Nesta variedade de expressões culturais que vai do litoral ao campo umas são mais conhecidas, outras mais mediáticas, outras mais tradicionais e outras que agora começam a dar os primeiros passos. Porque a cultura não vive só do passado, mas também do novo mundo tecnológico e global. Precisamos de expandir os horizontes daquilo que é feito no concelho e mostrar aqueles que são os seus principais atores.

Mandatos/Fontes de autoridade

O regime jurídico das autarquias locais está previsto na Lei n.º 42/2016, de 28/12.

estrutura administrativa

O Regulamento de Organização dos Serviços Municipais, visa conciliar os aspetos orgânicos que contribuam para uma melhor resposta aos cidadãos, tendo em consideração o modelo de estrutura hierarquizada, aprovada, de acordo com o disposto no artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 305/2009, de 23 de outubro, pela Assembleia Municipal de Faro, reunida em sessão ordinária de 28/02/2014, sob proposta da Câmara Municipal de 30/01/2014, cujo modelo de estrutura hierarquizada é constituído por:
Três unidades orgânicas nucleares correspondentes ao Departamento de Administração e Finanças, ao Departamento de Infraestruturas e Urbanismo e ao Departamento de Ação Social e Educação;
Foi fixado como limite máximo, 12 unidades orgânicas flexíveis, dirigidas por chefes de Divisão, 2 unidades orgânicas dirigidas por titulares de cargos de direção intermédia de 3.º grau, 61 subunidades orgânicas e 2 equipas de projeto.
http://cms.cm-faro.pt//upload_files/client_id_1/website_id_1/recursos%20humanos/REG%20_ORG%20_SERV%20_MUNIC%20_C%20M%20FARO%20Diario_2014.pdf

Políticas de gestão e entrada de documentos

A política de gestão e entrada de documentos na instituição rege-se pelas competências e atribuições previstas na Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, e salvaguardando os princípios previstos na Lei nº 107/2001 de 8 de setembro.

Prédios

Arquivo Distrital de Faro

Acervos documentais

Espólio do Arquivo Histórico Municipal de Faro, que é constituído por 34 fundos documentais e tem cerca de 374 metros lineares de documentação.

Instrumentos de pesquisa, guias e publicações

BRITO, Salustiano Lopes de - Inventário do Arquivo Histórico Municipal de Faro, Faro: Município de Faro, 1998. ISBN 972-95931-4-0.

área de acesso

horário de funcionamento

De segunda-feira a sexta-feira. Atendimento: 09h15 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Acessibilidade

O edifício cumpre o requisitos em termos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

área de serviços

serviços de pesquisa

Sala de leitura com condições de consulta e pesquisa da documentação existente, salvo documentos com restrições de consulta.

Áreas públicas

Sala de Leitura e balcão de atendimento.

Zona do controlo

Identificador da descrição

PT

Identificador da instituição

MFAR

Regras ou convenções utilizadas

IAN/TT, Codificação do nome dos municípios e das freguesias, 3 versão, Abril de 2006.

Estatuto

Final

Nível de detalhe

Parcial

Datas de criação, revisão ou eliminação

criação em 1998 e revisão e atualização em 2016.

Línguas e escritas

  • português

Script(s)

Fontes

Notas de manutenção

Tiago Barão - Técnico superior de Arquivo

Pontos de acesso

Pontos de acesso

  • Área de transferência

Contacto principal

Largo da Sé
Faro, Algarve
PT 8004-001 Faro